quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Amor, carinho e frescos!

Hoje foi dia de muito amor e carinho, lá em casa. O chão já está pronto e está na hora dos homens (ou homem, porque por mim ia só um deles) voltarem para acabar o que falta. Acontece que, ao olharmos para o nosso magnífico chão todo bonitinho, acabadinho, pintadinho, envernizadinho, começamos a achar que ele estava mesmo à espera que lhe caísse tinta em cima ou qualquer coisa do género. Resolvemos então protegê-lo o mais possível, antes que o pior acontecesse. Comprámos 60m2 de cartão canelado e hoje passámos 5 horas a colocá-lo por toda a casa! Sim, cobrimos cada centímetro... não, cada milímetro de soalho daquela casa! Teve mesmo que ser... Aqui ficam umas imagens do chão e da tarefa em questão.

Faltam-nos é fotos do cartão todo colocado... Fica para a próxima.
Deixem-me só contar-vos que outro dia fizemos uma descoberta incrível. Era sábado. Tínhamos ido lá a casa ver o chão e depois decidimos almoçar por ali. Não queríamos ir aos antros do costume, por isso decidimos ir andando por ali pela zona. Dois simples minutos depois vimos um restaurante no primeiro andar de um edifício em que nunca tínhamos reparado, apesar dele estar esparramado no meio de um parquezinho, mesmo ao pé da nossa casa. Entrámos... Era um mercado!!!!!!!!!! Montes de peixe, carne, fruta, legumes, flores... tudo! Tudo fresquinho e de 2ª a sábado (às 2as não há peixe fresco). Foi uma descoberta acidental mas excelente. Morar no centro de Lisboa e ter um mercado à porta... Delicioso! Mal podemos esperar!!
Voltando à casa, só para terminar, os roupeiros e os armários dos wc’s já foram encomendados ao mesmo Sr. das Cozinhas que está com o fogo no rabo para ir montar as coisas... Era bom, era...

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PS - Para os mais geeks... estas fotos são do iPhone... não estão assim tão más! Se bem que o Proprietário concorda que a definição é péssima.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Afagar o chão debaixo dos nossos pés...

Estou-vos sempre a pedir desculpa... por não vir cá! Mas vocês também não dizem muito! Lá aparece uma mensagemzinha, de vez em quando. Graças a Deus temos um ou outro leitor fiel... Vá, venham de lá essas bocas!!
Ora, como estamos. Estamos bem! Temos é muito que fazer!! Para os que não sabem, temos o casamento a menos de um mês. Por isso, casório, (muito!) trabalho, casa por acabar... Imaginam o caos, certo?
A casa lá está, gatinhando a passos de bebé, mas andando. Temos andado a concentrar as nossas atenções no chão. Um trabalho que, se bem feito, levaria uma semana, já vai nas três! É incrível o tempo que se despediça em andar atrás de gajos que dizem que aparecem e nem sequer se dignam a avisar que afinal não vão. Entretanto, liga-se a perguntar onde andam e respondem que já sabem o trabalho que têm que fazer e que não vão só aparecer para dizer ‘Olá’! Impressionante! O calibre desta gente! É um atrás do outro! Não há umzinho que se aproveite! Caramba!
Bom, então, 3 semanas volvidas e já está o chão remendado e afagado. Amanhã começa a levar o tratamento do bicho (tratamento anti-xilófago) e depois vem o envernizamento. Uma vez envernizado, vamos ver se ainda precisa de uma velatura final, para dar cor. Decisões para mais tarde.
Enquanto isto acontece, não se pode andar a pataguinhar por ali, por isso o resto da obra está parada. Mas, mais uma vez, continuamos de roda dos pormenores. Coisas que já nem nós sabemos se não vão ser coisas que nós próprios vamos ter que acabar... Mas por fazer ainda está a betumagem dos interstícios entre as pastilhas e/ou os azulejos dos wc’s, a “limpeza” das janelas, a substituição do vidro partido do janelão... As portas já estão a ser feitas, os vidros e espelhos que faltam já estão na calha, os armários dos wc’s e os roupeiros estão sob consulta... Enfim, para lá caminhamos!
Já vêem a luz ao fundo do túnel? Já estão a imaginar os convites para a grande festa? Mais uma vez relembro... Só pr’ós leitores mais assíduos...
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PS – Fotos do chão, já limpinho!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Casa selada!

Hoje fechámos a casa! Reparem, fechámos no sentido literal! Agora já temos as janelas todas, da frente e de trás e assim a casa já fica fechada por todos os lados. Já se sente o silêncio... e também já se sente o cheirinho a tinta...! Sim, porque o primário já está nas paredes! Já se começa a ver uma casa, ali. O chão já começou a ser reparado, logo também já está fechado. Já temos a nossa casinha (quase!) hermética. “E porque é que isto é tão importante?”, perguntam vocês. Porque desde a demolição que a casa tem estado aberta a todo o tipo de invasões vindas do jardim. Ultimamente, foram as pulgas! Quer dizer, as pulgas que vieram de boleia com os gatos, claro. Mas era estranho porque os gatos sempre lá estiveram e de repente as pulgas “vivem” em nossa casa. Mas milhares delas! Era entrar lá e vê-las a saltarem-nos às pernas! Era horrível! Tanto que resolvemos chamar uma empresa de desinfestação para resolver aquele problema. Por entre remendos do chão, conseguiram descobrir que o que se passou foi que uma gata tinha ido ter os seus filhotes por baixo do nosso chão. Com todas as movimentações das obras eles devem-se ter assustado e ela levou-os de lá... Todos... menos um! Um desgraçadinho ficou para trás e não resistiu. Infelizmente, as pulgas acabaram por se aproveitar dos seus restos mortais e fizeram ali os seus ninhos. Dali a uma verdadeira infestação, foi um pulinho! Mas lá descobriram o pequenito, retiraram-no e já fizeram as duas pulverizações do tratamento anti-pulga. Depois de afagar o chão, vão também fazer o tratamento anti-caruncho ou anti-bicho, ou que é.
Agora, um episódio pleno de comicidade. A minha compincha de bancada contou-me que, no dia a seguir ao episódio “fogueira no jardim”, ela estava a passear ali na zona com uma amiga que lhe disse que uma outra amiga delas morava ali, mas que estava muito desiludida com o bairro. Segundo essa terceira moça, o sítio estava cheio de “selvagens”. Tendo a minha colega interesse no assunto continuou a questioná-la, ao que a rapariga contou que a amiga lhe confessou que aquilo estava tão mau que “os selvagens do prédio ao lado” até tinham acendido uma fogueira no jardim!! Ou seja, meus amigos, o Mundo é uma autêntica ervilhita e nós, que nem lá moramos ainda, já temos má fama e apelido de “selvagens”! Lisboa não perdoa!
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mestres do surreal...!

Meus caros, isto começa a atingir proporções ridículas, mergulhando sem medos no surreal, roçando o patético e esboçando o inacreditável. Comentava eu ontem com colegas que há certas coisas que contadas ninguém acredita. Vocês, desse lado, devem começar a achar que a nossa necessidade de atenção é tão extrema que até já enveredámos pelo recurso à imaginação para ter alguma coisa que escrever aqui. Pois, que um raio me fulmine já, se não vos conto a mais pura das verdades. Tanto que a hipótese de transformar este blog em livro (ou mesmo em filme, com a Cate Blanchett a fazer o meu papel... é que somos iguaizinhas! Co’a breca... oiço trovões!), começa a parecer cada vez mais possível, já que há situações que são dignas de um qualquer argumento. Aviso-vos: se alguma vez acharam que o ser humano comum, o transeunte mais banal da nossa praça, já deixou de vos surpreender, é mesmo só porque não estão atentos. As pessoas andam completamente tresloucadas, é só abrir os olhinhos! Mas basta de introduções! Vamos à prosa!
Segunda-feira foram entregar a janela da marquise! Ou “da montra”, como lhe chamaram os homens. É que é mesmo colossal! Mas começou logo bem. Um dos dois vidros chegou rachado. Uma racha mínina num cantinho, mas seja como fôr, é uma racha. Acordou-se continuar com a operação, já que o vidro pode ser substiuído à posteriori e in situ, e como é laminado não há perigo de estilhaços. Portanto, take 1: a janela entra!






















Este era o nosso maior medo, já que não tínhamos a certeza se um elemento rígido daquela envergadura passaria nas apertadinhas esquinas do corredor. Mas entrou e até facilmente.
Take 2: a janela tem que ser colocada nas calhas e não está a entrar. Tiveram que remover alguns azulejos do chão.

















Take 3: ainda não entra e já não se percebe bem porquê.
Take 27: depois de muito afinar, afinal já entrou, mas não corre.
Take 43: teve que se picar parede para ela correr... mas ainda não corre.
Take 68: já se estragou e removeu uma das calhas porque afinal a janela não corre devido ao desalinhamento entre as calhas de cima e de baixo.
















Resumindo: a janela está encravada entre as calhas existentes e eles voltam para a semana para resolver o problema (vulgo, alinhar as calhas e colocar mais rolamento na caixilharia da janela). Escusado será explicar que tudo isto poderia ter sido evitado se o encarregado da empresa que lá foi há umas semanas ver se o local estava pronto a receber a janela, tivesse feito o seu trabalho em condições. Mais uma vez sublinho: estamos rodeados de incompetentes!!!
Como se tudo isto não fosse suficiente, ainda há mais disparate pela frente. Para que a janela entrasse em casa, a nossa porta de casa teve que ser removida. Mas como não íamos remover aquilo à bruta, pedimos ao carpinteiro que nos está a fazer as portas dos quartos que a fosse lá tirar e pôr de volta depois da janela entrar. Ele fez o que lhe competia, mas quando lhe ligámos para ele vir pôr a porta no lugar ele disse ao Proprietário que não dava jeito nenhum que nós estivéssemos por perto e que depois explicava. Mas quem é que diz isto??? Ele deu-nos um toque quando estava a chegar e nós escondemo-nos na pastelaria. Eu estava parva prá minha vida! Impedida de entrar em casa por um lunático! Enfim, ele colocou a porta e foi ter connosco. Lá nos explicou que estava a tentar expulsar a mulher que vive em casa dele, da casa dele. Mulher essa que o Proprietário já tinha visto anteriormente com ele e que tinha identificado como namorada dele, pela maneira como interagiam. Então, parece que o carpinteiro “engrupiu” a gaja dizendo que ela tinha que sair de lá porque ele tinha vendido a casa e quando ela o confrontou sobre a quem é que ele a tinha vendido, ele olha para o telemóvel e a última chamada que tinha era do Proprietário, logo deu-lhe esse nome. Ela quis confirmar isso e veio atrás dele a nossa casa para nos confrontar a nós! Eu sei, eu sei, vocês já começam a duvidar desta patetice toda. Mas agora imaginem nós, que temos que lidar com isto!!! É incrível e de certeza que está tudo doido!
Mas... quando eu já contava isto à minha colega mais próxima (que atura estas crises diariamente, com paciência de santa!), já em jeito de desabafo de desespero de causa, indagando se nos faltava acontecer alguma coisa... eis que toca o telefone. Lendo no visor do telemóvel que quem me ligava era a vizinha do 4ºandar, o meu sangue gelou. Ao telefone eu falava com uma rapariga (que deve ser mais ou menos da minha idade) completamente transtornada porque tinha acabado de chegar e tinha a casa cheia de fumo. Ora bem, o que se passou foi que o nosso mais recente Contratado (que por sinal, juntamente com o seu colega, fazem um magnífico par de “trolhas”, dignos de uma tira de banda desenhada!) tinha decidido que queria fazer uma fogueira no jardim! Considerem ainda que o nosso jardim, além de estar uma completa selva, serve de armazém para tudo o que é madeiras e tralha das obras, tudo material extremamente inflamável. Mas, pronto, na sua infinita sabedoria, ele decidiu que queria limpar o jardim (como se não tivesse mais nada que fazer!), podou a nespereira e queimou as folhas. Há quem diga que ele tinha boa intenção, coitadinho. Eu... eu digo que de boas intenções, está o inferno cheio!!!! Isto num prédio sem seguro de incêndio... Surreal!!!!! Infelizmente, quando as vizinhas assustadas lhe pediram para apagar o fogo, ele achou que elas estavam a chingá-lo e insultou o mulherio todo. Palavrões do pior! Nós só não o mandámos embora porque ele pediu desculpa às senhoras e nós estamos desesperados para acabar a casa...
Desculpem, eu sei que já estão fartos. Incrivelmente, eu ainda tenho muito para contar. Mas deixo para outro dia. No próximo episódio, contar-vos-ei como estamos a livrar de uma praga... Não percam! Brevemente, no blog do costume...

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Back in business!!

Estamos com certeza! Este é o meu lado positivo... Não queiram conhecer o meu lado pessimista! Mas acreditem que existe. Todo este processo tem sido de aprendizagem a um ritmo vertiginoso. Não só a nível pessoal e social, como a nível técnico. A modos que já dou aulinhas de montar pladur e afins aos meus colegas. Mas confesso que tenho os meus dias maus em que mal posso ouvir falar desta casa. Eu já conheço todos os clichés (“sabias que ia ser difícil” “são fases” “no fim vais achar que valeu a pena” etc etc etc...) mas esta casa (por sinal a minha primeira casa) estará para sempre ligada a esta saga e terá sempre muito que contar. Pronto, quem está de fora diz sempre que assim é que é giro, construir as coisas do zero, ter histórias para contar. E eu sei que a vida é isto mesmo! Mas não deixa de ser difícil atravessar momentos de suspense doloroso, de não saber se a casa vai ficar com qualidade, de não saber se vai sequer ficar acabada, de sentir que nos estão sempre a tentar passar a perna, que se me distrair há logo um gajo qualquer que me vai tentar engrupir com qualquer balela, que confiei nas pessoas (pela simples razão que não tinha razões para duvidar ou porque queria ser justa ou dar uma segunda oportunidade!) e que me traíram... É uma situação de constante tensão que não mata, mas mói, até lá muito perto a maior parte das vezes! Ninguém gosta de passar por isso, por mais histórias que depois tenhamos para contar aos netos!
Bom, não sei o que me deu para desabafar desta maneira. Desculpem. O que vocês querem, sei eu! Fotos, não é? Mas com umas descriçõezinhas leves à mistura, pode ser? Ora bem, temos as paredes feitas e emassadas. Vá, quase todas. Olhem só...


A electricidade está no ponto de só faltar colocar os interruptores. A marquise está só à espera de receber as janelas (enfim, já estava assim há algum tempo, mas faltava um niquinho do chão). Falta acabar de colocar os azulejos nas casas-de-banho e fixar as louças. Falta colocar os fechos nas janelas da frente... Eh pá, já não me lembro se vos tinha dito que já temos janelas da frente! Sim, voltaram lindas e imaculadas! Dá gosto! Mas vieram sem fechos... Falta afagar e envernizar o chão, depois de feitos um ou outro remendo.
Planos para as próximas semanas? Começar a pintar. Colocar as janelas que faltam. Mandar fazer as portas. Acabar as casas-de-banho, de uma vez (é que já enjoa ver aquilo a meio...)! Encomendar os interruptores e os espelhos e vidros que faltam. O Sr. das Cozinhas vem tirar as últimas medidas. Lembrem-se que ela foi encomendada à parte. É tão linda! Enfim, no papel...
Espero da próxima vez já vos trazer fotos da nossa enorme janela para o jardim... Por hoje, over and out!
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Drama ou comédia?

Hoje temos filme! Pois é! Nem sabem o que temos passado... As passinhas do Algarve! E eu nem gosto de passas...
Então, tínhamos ficado na decisão de continuarmos as obras pelos nossos próprios meios. Ora, “o que é que nos falta?”, perguntam vocês. Falta-nos pôr as janelas (que já estão feitas, estão só à espera de serem colocadas), falta-nos emassar as paredes, acabar de colocar os azulejos e louças nas casas-de-banho, pôr a cozinha, afagar o chão... e é mais ou menos isso. Claro que assim teremos casa, mas não ainda não temos nada para pôr lá dentro! Acampar começa a ser um verbo a considerar...
Bom, voltando à nossa história. Desde que o Sr. ACNNMSP deixou a obra que temos vindo a descobrir várias coisas acerca dele e da sua actividade. Sabemos que ele se fez passar como parte de uma das maiores empresas de construção nacionais, sabemos que ele deixou coisas por pagar, sabemos que diz aos clientes que tem enormes descontos em lojas quando eles são na verdade bem menores e... sabemos que ele não pagou ao electricista. E como é que sabemos isto? Porque o mesmo electricista nos veio bater à porta dizendo que lhe devíamos dinheiro! Claro que essa foi a história que o Sr. ACNNMSP lhe vendeu, mas nós explicámos-lhe a situação e achámos que ele tinha entendido que, tendo ele sido contratado por um empreiteiro para fazer um trabalho, era esse empreiteiro que lhe devia o dinheiro e não os proprietários da casa. Um belo dia, o Proprietário marcou com ele lá em casa para ele nos explicar o que faltava fazer (que, nós sabíamos, era quase nada). Quando lá chegámos... tcham-tcham, tcham-tcham!... quem é que lá estava?? O electricista, o colega dele e... o Sr. ACNNMSP!!! Isto parece o título de um filme e, na verdade, foi isso que nos pareceu na altura. Pois, diz que o electricista, que na verdade não conhecia bem o Sr. ACNNMSP (nunca tinha trabalhado com ele...), não sabia em quem acreditar e resolveu juntar as duas partes e confrontá-las. Vejamos isto da prespectiva dele... é justo! Em desespero de causa, eu faria o mesmo. O Proprietário teve então que enfrentar o electricista de um lado e a besta do outro. Nem imaginam o que foi... O energúmeno estava possesso (passo a redundância...), quase espumava da boca! Queria, porque queria convencer-nos a todos que seríamos nós a pagar ao electricista. Eu gostaria muito de vos transcrever tudo o que me foi descrito sobre tão sórdido encontro (sim, eu não estava lá...), mas cheira-me que seria uma daquelas situações em que não tem tanta “piada” como quando presenciamos. E a modos que a prosa já vai longa! Resumindo, o caso chegou a ameaças físicas! “Parto-lhe os cornos” “parto-o todo” e afins, da besta para o Proprietário. A sorte foi que assim o electricista ficou a saber quem era na verdade o Sr. ACNNMSP e também ficámos com testemunhas do caso, que foi logo reportado à PSP no dia seguinte. Um último apontamento de humor, parece que o tipo até já tinha sido identificado no passado por um incidente do género... Parece que o defeito é de nascença, tadinho...
Pronto, deixo-vos na santa Paz do Senhor. Até hoje ainda não se verificaram materializações das ameaças. Nem contra o Proprietário (“eh num bato im mulhé!”), nem contra a casa. Esperamos que não se venham a verificar. O que mais queremos é pôr tudo isto para trás das costas. Temos muito com que nos preocupar! Dias depois ele foi lá buscar as ferramentas que tinham ficado para trás aquando da sua saída da obra, tão desabrida. Apesar de termos juntado um pequeno exército (de precaução!) no dia em que ele lá foi, tudo se passou rapidamente e dentro dos limites do civismo. Desde esse dia que nunca mais ouvimos falar dele. Terá ele desaparecido das nossas vidas para sempre...? O tempo o dirá...
Para a próxima, conto-vos como está a obra e até vos mostro fotos! Aqui, a emoção nunca acaba!
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cair e levantar...

Mais de um mês ausente... Imperdoável! Perdoem-me, todos vocês!! Deste lado, as confusões sucedem-se em catadupa. Vou tentar resumir, sem vos maçar ou privar dos pormenores mais sumarentos... Será que vou conseguir?
Se bem se lembram, o Sr.... enfim, Aquele-Cujo-Nome-Não-Mais-Será-Pronunciado (ou Sr. ACNNMSP) tinha-nos pedido uma reunião. Lá nos reunimos e, sem surpresas, ele disse que precisava de mais dinheiro. Que estava a perder dinheiro, que tinha investido dinheiro na nossa obra (imaginem!) e que ou lhe dávamos mais ou ele saía da obra. Nós voltámos a explicar-lhe que ele tinha um contrato e que não podia sair assim, sem mais nem menos. Mas ele fez mesmo isso! Simplesmente disse que saía e que devíamos accionar os mecanismos que quiséssemos. Foi o que fizemos. A primeiríssima coisa foi logo, naquela tarde, mudar a fechadura. E mudámo-la nós mesmos! Chamar o piquete de urgência das Chaves do Areeiro ficava pelos 80 euros! Roubo! E legal! Bom, o Proprietário despachou aquilo como se o fizesse todos os dias e sempre ficámos mais descansados. É que o tipo dizia que lhe devíamos dinheiro (é mesmo de quem foi à escola e aprendeu a fazer contas e a ler contratos...) e ficámos a pensar que lhe podia passar uma coisinha pela testa e ir lá a casa roubar-nos as coisas ou partir aquilo tudo.
Depois passámos à fase de decidir o que era realmente importante para nós. Consultámos um advogado para perceber o que na verdade se passava ali e quais eram as nossas hipóteses, em caso de levarmos isto a litígio. Afinal, nós fomos enganados por um tipo que assinou um contrato connosco e se comprometeu a entregar-nos a casa pronta e afinal deixou-nos a 75% do caminho. O advogado explicou-nos que realmente tínhamos um contrato muito bem desenhado e que caso fosse a tribunal não havia grandes dúvidas que ganhávamos. O problema era fazer o gajo pagar qualquer tipo de indeminização a que tivéssemos direito. Parece que nestes casos o problema é sempre executar as sentenças, porque este tipos já a sabem toda e não deixam nada em nome das empresas ou (sequer!) têm dinheiro nas contas. Por isso, decidimos que acabar a casa era o mais importante para nós. Estamos a pagá-la desde Setembro e é muito triste e angustiante vê-la passar por todos este problemas. Bom, voltando às resoluções. Decidimos então que simplesmente nos íamos proteger para o caso de ele inventar mais mentiras a nosso respeito e vamos prosseguir com a obra. Nós ainda temos a última parcela do orçamento dele, por isso vamos tentar acabar as coisas com esse dinheiro.
Na verdade, poupei-vos de muitos detalhes. De como conseguimos descobrir maroscas do gajo, de como nos vamos proteger contra ideias mirabolantes que ele possa vir a ter, etc... Se quiserem saber estas coisa, perguntem!
Uma última palavra ao “nosso” advogado. OBRIGADA!! É um amigo meu de longa data e, apesar de já não estarmos juntos há bastante tempo, valeu-nos como se nada fosse. Não é só aquilo que se faz, mas aquilo a que nos dispomos a fazer pelas pessoas, pelos amigos. Foste essencial para a nossa decisão. Mais uma vez muito obrigada! Espero que a vida me recompense com oportunidades de te retribuir.
Vá, pronto, deixo-vos ir por hoje... Para a próxima vem uma história digna de filme! Stay tuned!
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