segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Entusiasmo e Contenção

Olá amiguinhos!
No episódio de hoje, vou contar-vos como foram as primeiras entrevistas aos empreiteiros. Ontem falámos com dois personagens interessantes. Dignos de várias crónicas aqui no nosso estaminé! Especialmente um deles...
Pela manhã, pela fresquinha, encontrámo-nos lá em casa com o Sr.Entusiasmo. Sim, este homem é o entusiasmo em pessoa! Entrámos em contacto com ele ainda o ano passado, porque encontrámos o autocolante da empresa dele na nossa porta. Na altura, ele veio ver as demolições e explicámos-lhe mais ou menos o que pretendíamos. Ele pareceu muito animado e muito simpático. Melhor ainda, pareceu sabedor do assunto! Na altura, andavamos com o dilema da chaminé e ele foi a única pessoa que nos disse com toda a certeza que a chaminé não era de sustentação e que podíamos retirar à vontade. Dias mais tarde, pedimos ao Sr.Contratado que fizésse uma pequena sondagem à junção da chaminé com o tecto e realmente verificámos que não havia ligação com a chaminé de cima. Todos as outras opiniões que tínhamos pedido tinham apontado determinantemente para a situação de manter a chaminé. Este rapaz (sim, tem a minha idade!), desde o início que parecia muito convicto das suas opiniões. Ontem voltámos a “beber” das suas palavras... Epá, voçês não entendem! Imaginem... Um brasileiro novo, muito dinâmico, bem apessoado, muito educado, que quando fala diz tudo com a maior convicção do mundo. Que ainda por cima, se interessa pelo projecto, dá a sua opinião, faz sugestões, oferece alternativas e soluções a pequenos problemas... enfim... Não havia ali problema que ele não conseguisse solucionar. Como da outra vez, quisemos saber mais sobre ele e a empresa. Diz que é arquitecto, formado no Brasil, e que se especializou em restauro de edifícios antigos (com mais de 100 anos). Diz que é certificado pela Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva e que dá aulas num dos cursos de restauro. Diz que se especializou no Vaticano e que participou no restauro da Catedral de S.Paulo em Londres. É um currículo impressionante, para um jovem. É casado com uma compatriota que conheceu cá e já comprou a parte da empresa dele que, o ano passado, era do sócio. Depois de falarmos da nossa obra e de revermos ponto-a-ponto o mapa de quantidades, ele levou-nos a fazer uma tour pelas obras dele. O Proprietário já tinha visto algumas, da outra vez. Fomos ver um prédio antigo, que ele vai remodelar por inteiro, mas que por enquanto só está a remodelar a caixa de escadas. Chegámos lá e estava o suposto senhorio do prédio à janela com o seu cãozinho. Entrámos por ali a dentro, vimos uma verdadeira estrutura em gaiola, ele explicou-nos tim-tim-por tim-tim o que vai fazer ali, conhecemos os homens dele... E quando saímos, o senhorio ainda fez umas graçolas e assegurou-nos que o Sr.Entusiasmo é de confiança. Continuámos a viagem e ele lá nos ia mostrando o que tinha feito. Entre os feitos contam-se o Bairro Alto Hotel e um outro hotel ali na esquina da 5 de Outubro com a Pinheiro Chagas, cinzento, muito bonito. Depois desta voltinha, ele mostrou-nos a loja onde costuma comprar as louças de casa-de-banho e revestimentos. Pareciam conhecê-lo e a loja tinha o que nós estamos à procura. Até nos mostrou um ambiente que ele desenhou para um dos catálogos deles... Epá, voçês escusam de dizer. É tudo bom demais para ser verdade! Nós sabemos! Mas é absolutamente impossível resistir a este homem! Eu e o Proprietário olhavamos um pr’ó outro como que a pedir socorro! Tínhamos que nos libertar daquele magnetismo que o Sr.Entusiasmo emana! E não conseguimos! Acabámos por ir almoçar com ele e com a esposa. Quando a vi, tive a sensação que ela era ucraniana... Tudo começava a cheirar a esturro... Ou não! Afinal também é brasileira. E trabalha na TV. É assistente de um dos programas da manhã... São jovens, parecem da classe média brasileira, educados, sedentos de futuro, com ambição... inofensivos! Ou seremos nós os ingénuos?
Da parte da tarde falámos com um outro empreiteiro. Um que nós já conhecemos, de outros enquadramentos. Sabemos que é um pouco careiro, mas parece honesto, cumpre os prazos e os homens trabalham bem. Mas não tem o discurso confiante do outro, não olha para mim, mesmo quando eu entro na conversa, e não parece querer arcar com as responsabilidades de fazer os reforços estruturais no andar. Ou seja, nós pediremos sempre a alguém que se responsabilize pelos reforços que teremos que fazer à estrutura, para podermos tirar as paredes interiores à vontade. Mas o Sr.Contenção, chamemos-lhe assim, por oposição ao seu concorrente, prefere que a gente peça ao nosso Engenheiro que liste e certifique os reforços a fazer, em vez de ele se responsabilizar. Lá está, ele pode estar a ser honesto, mas não inspira tanta confiança. Nem tanta desconfiança!
Enfim, estamos numa encruzilhada! Ainda queríamos consultar mais um empreiteiro. Para tirar as teimas. Vamos tentar uma empresa que até já fez uns trabalhos que já apareceram numas revistas. Bom, vamos ter fé e esperança que a luz se faça sobre nossas cabeças!! Amén!
xxx

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

A última a morrer...

Novidades... novidades...novidades...
Nada de especial, na verdade. Mas qualquer coisita serve, hoje em dia! Confesso que estou a atravessar uma fase menos boa, em relação à casa. Digo-vos a vós, porque sois meus amigos. Mas tenta-se levar as coisas com as maiores doses de calma e descontracção disponíveis. Mas, vós entendeis, quando as coisas começam a “engonhar” muito, vai-se perdendo a paciência para ter esperança a curto-prazo. A modos que a esperança a longo-prazo não é sequer perdível, já que... bom... agora é tarde demais para desistir desta aventura. Mas as coisas são (ou parecem!) todas tão complicadas de resolver!
Especificando, 2008 começou com a chegada do Alvará que nos autoriza a ter um contentor de entulho à porta de casa durante 180 dias. Até aqui, tudo fino! Acontece que a CML não dá ponto sem nó e se por um lado nos faculta a Ocupação da Via Pública, por outro informa-nos que teremos que pagar à EMEL (sim, a quem manda naqueles sujeitos verdinhos que nos perseguem Lisboa abaixo, Lisboa acima) por cada dia que o contentor os impedir de facturar nos parcómetros. Tramado, não é?
Quando liguei para a EMEL, perguntei – só por curiosidade! – quanto custaria pagar por ocupar um lugar de estacionamento com um contentor de entulho pelos 180 dias do Alvará. Estão sentadinhos? A módica quantia de 1900 euros!! Repito: 1900 euros!!!!!!! Mas calma, calma! Não é isso que nós queremos. Enfim, era isso que eu queria. Espetar lá com o contentor durante 6 meses e ir calmamente enchendo-o. Afinal, a CML autoriza-me a tal! Mas, pelos vistos, a EMEL é que tem a última palavra. Assim, como – mesmo que tivessemos rios infinitos de dinheiro! – nunca desperdiçariamos 1900 euros com a EMEL, temos que ir sempre acumulando o entulho dentro de casa e, de vez em quando, proceder da seguinte maneira: mandar um fax à EMEL a pedir uma “factura” relativa aos dias em que o contentor lá vai ficar (e tem que se especificar as datas!), receber o fax da EMEL com os detalhes do pagamento, fazer o pagamento, receber o recibo da EMEL, ligar à empresa do contentor para marcar o dia e a hora da entrega e... ficar de plantão em frente à casa para marcar o lugar (e atenção, tem mesmo que ser o lugar em frente à porta de casa!) até chegar o contentor. Agora, imaginem a cena... Eu sei lá quando é que a pessoa que estacionou em frente à minha porta de entrada vai tirar dali a viatura! No entanto, tenho que ficar de plantão, armada de latas de tintas velhas cheias de entulho e tábuas, até que o lugar vague! Quem é que tem vida para isto?? Nós não!
Por isso, com maçãzinhas envenenadas destas, que Branca de Neve é que resiste?
Noutros assuntos... Continuamos a tentar completar o mapa de quantidades. O estupor da lista é mais complicada do que parecia inicialmente! O nosso objectivo é tentar completar a lista ao máximo, para tentar evitar discrepâncias entre o orçamento que o empreiteiro nos vai dar e a factura que ele vai apresentar no fim. Sim, claro que vão sempre existir discrepâncias, mas tentar minimizar os “estragos” não magoa ninguém! Dá-nos muito trabalho, é verdade, mas a esperança é que o esforço compense...
Lá está... a esperança outra vez... Quer eu queria, quer não queira, ela está lá sempre... a esperança de um dia ter... a minha casa!

xxx

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Olá 2008!!!

Bom Ano! Bom Ano! Bom Ano!
Esperamos sinceramente que as vossas festas tenham sido passadas na santa Paz do Senhor e na companhia das vossas famílias e dos vossos amigos. Agora, de volta à lenga-lenga do dia-a-dia, deparamo-nos com a nossa tragédia grega de trazer por casa... na mesma. Vamos recapitular.
Fizémos a demolição quase completa da casa. Estudámos possíveis reforços à estrutura do andar. Limpámos o jardim. Entregámos uma Comunicação Prévia e um pedido de Ocupação de Via Pública à CML para podermos colocar um contentor de entulho à porta de casa e dar início à construção.
Ou seja, o próximo passo é mesmo o aluguer do contentor. Logo, precisamos das licenças. Hoje fomos ao site da Câmara verificar o andamento do processo. Parece que está tudo a andar e que estamos só à espera do despacho camarário. A ver vamos quanto tempo isso vai demorar... Mais uma vez, "quem espera..." Mas este termino eu! "Sempre alcança"!!! Que 2008... é O ano!
Xxx