Por isso, acho que sim, que tem mesmo que se procurar bastante. Mas tem que se procurar de espírito aberto e com algum poder de encaixe. O que não quer dizer que não se encontre o que se quer! Mas nós ficámos com a sensação que o mais frequente é mesmo um compromisso entre uma coisa que se aproxima da nossa ideia e cabe-nos a nós ajustá-la aos nossos sonhos.
Foi mesmo isso que nos aconteceu a nós. Os nossos requisitos iniciais eram: T3 de 1º andar, construção nova, boas áreas, boa localização no centro de Lisboa, pelo menos um lugar de garagem, acabamentos de qualidade, aquecimento central. E o que conseguimos? Um T4 de R/C alto, prédio de tabique com 97 anos, divisões pequenas, sem garagem nem arrecadação, a precisar de obras totais... E de bónus? Uma selva a tardoz!!
Sinceramente, é difícil explicar como é que acabámos por ficar com esta casa. Mas foi basicamente o que vos tentei explicar atrás. Foi o resultado da viagem entre as expectativas e a realidade. A verdade entre o que queríamos e o que podíamos comprar. E... uma sensação verdadeiramente inexplicável que ambos tivémos que... era mesmo aquela! Como é que se entra numa casa velhíssima, despida de vida, que nos acolhe com um cheiro nauseabundo proveniente de canalizações que não vêem água corrente há meses, e se sente que “é isto”, também não sei dizer. Mesmo assim, ficámos com a sensação que fizémos um bom negócio! Um investimento no nosso futuro! Mas, enfim, tudo se irá revelar quando vier a dolorosa das tais “obras totais”... Até tremo, só de pensar!
Agora é aceitar e respirar fundo... É que pr’a semana começam a picar as paredes...
Bom, eu sei que estou pr’áqui no blá-blá-blá e ainda não pusémos aqui fotos nenhumas. Aqui ficam algumas, de como a casa está agora... Deleitem-se com a nossa “tela em branco”...
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